segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Andas às voltas com a minha memória.

Foi à pouco tempo. Eu acabado de chegar à Universidade para tirar aquele que pensava ser o curso certo para mim. Tu, prestes a acabar, faltando-te apenas um mísero ano que passou a correr. Sem saber bem o que fazer, lá fui ganhando espaço em ti, aos poucos. Espaço que me deu fez dar de mim algo que já não dava há algum tempo. Era tentar surpreender-te através das coisas que escrevia, tentar fazer-te sentir mais mulher, tentar com que tu te sentisses importante para alguém.
Penso ter conseguido. Tu estavas enfeitiçada por uma outra pessoa, mas eu lá batalhei o meu caminho até chegar a ti. O início, sempre perfeito, não há falhas, não há erros, não há nada. Apenas uma paixão que parece que não acaba, que parece inabalável. Tive a ajuda de uma pessoa importante para ambos, alguém que esteve sempre presente no bom e no mau. Tu sabes de quem falo. Sabes, porque também sentiste essa ajuda. Não sabes das conversas que tive, das vezes que duvidei, de quando eu dizia "talvez não seja isto que ela quer, de qualquer forma vou lutar e vou tentar. Hei de sair de cabeça erguida seja qual for o resultado". E o resultado, nós sabemos qual foi.

Um dia vou usar a nossa história como exemplo de que vale a pena lutar quando acreditamos que é possível. O desfecho, esse não importa para já.

Recordo-me das mensagens que te mandei a desejar um bom Natal. Nunca esperei ser a tua prenda quase duas semanas depois. Recordo-me de ver as tuas fotos da passagem de ano e mesmo do teu aniversário e pensar "ela está simplesmente linda!" Por algum motivo eu pensei isto. Sabes, nunca quis saber do que os outros pensavam ou diziam, apenas me preocupava em fazer-te sorrir e o resto, eu via com os meus olhos. Não sei se é pela proximidade da data, mas aqui me confesso em como tenho tido saudades tuas. Será que também tu tens saudades minhas? Eu não sei. Podia atrever-me a fazer mais perguntas às quais eu sei a resposta, mas não as farei por um simples motivo; prefiro guardá-las para mim. Até porque, mesmo que seja irrelevante para mim, não quero deixar ninguém a pensar em nós. Deixo isso ao acaso do destino, se assim for.

Quero apenas que saibas que às vezes tenho saudades do nosso tempo, por muito curto que possa ter sido ou parecido. Eventualmente posso deixar de sentir essas saudades quando a minha cabeça e o meu coração estiverem na posse de uma outra pessoa. É normal. Só te posso é garantir uma coisa: vou sempre querer que sejas feliz, muito feliz.

Despeço-me com aquilo que eu ouvia, quase em repeat, há um ano atrás, quando corria atrás de ti.