quarta-feira, 25 de março de 2015

Eu só quero escrever.

Quero escrever. Quero ser a ponta da caneta, que com firmeza descreve os cenários existentes na minha cabeça. Poderei eu ser uma caneta? E se for palavras? Será que posso ser alguma dessas coisas?

Eu gostava de ser o significado de algo, ter significado para alguém, ser a significância que tanto há quem procure e nem sempre os mais justos encontram.

Gostava de ser os sonhos que alimentei durante anos; gostava de ter capacidade de ser tudo o que um dia disse que queria ser; agricultor, polícia, bombeiro, jogador profissional de futebol, cantor, cientista...até astronauta eu gostava de ser. Até gostava de poder ser a minha escrita.

Só que o que eu gostava mesmo era ser algo útil e de valor. Algo que alguém precise, que valorize e que queira manter por perto.

Gostava mesmo, de forma genuína. Também gostava de não ser um mero objecto nas mãos erradas. Faz parte da minha tendência cometer os mesmos erros várias vezes, das mais variadas formas, tudo porque acredito que "desta vez é diferente", mesmo já eu sabendo que é mentira.

Eu quero escrever; só não quero escrever mais sobre os meus erros.

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